
Não me perguntem se o filme é bom ou assim-assim… isso, vou decidir no bis. Ontem, só me lembro de sentir os meus olhos comovidos até a grande final começar. Que orgulho ser contemporânea deste Homem, Nelson Mandela! – ah, e só aqui para nós, não é que quando a deslumbrante cidade do Cabo apareceu, me ouvi a perguntar “O que é que estou a fazer na Europa?”….
-
“Invictus”, de Clint Eastwood, com Morgan Freeman e Matt Damon nos principais papéis. E que força, a da música-raínha da banda sonora!
Mais informo que já aprendi uma regra do ‘rugby’: a ‘bola’ só se passa para trás ou para o lado.
-
p.s. Obrigada, Carlos Azevedo, por teres encontrado o poema que o filme conta ter sido companheiro de Nelson Mandela na ilha-prisão do ‘apartheid’ e hoje, ainda, sua “inspiração” (palavra cara na obra). Por isso, Mandela passou “Invictus” ao jovem capitão da equipa de ‘rugby’ da nova África do Sul, antes da ponta final do Campeonato do Mundo de 1995.
-
INVICTUS
de William Ernest Henley
-
Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
-
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
-
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.
-
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll.
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

-
A 10 de Março, em Lisboa – e o meu bilhete, já com história por contar, dá direito a conhecer o chefe de sala do Coliseu… depois conto.

O ainda candidato com a malta do liceu
– nesta foto, falta o ‘Swatch’.
-
Avisados com antecedência da data, cada qual à sua maneira se desenvencilhou do relógio de ponto profissional e não faltou à defesa da tese: esta era a sexta-feira à tarde do nosso orgulho. Ocupar a segunda fila da sala (ao júri, a primeira) para lhe dar força, foi tarefa de que os colegas do liceu não prescindiram.
-

-
"A Obra Religiosa de Marcos António Portugal (1762-1830):
Catálogo Temático, Crítica de Fontes de Texto, Proposta de Cronologia"
-
Tese de Doutoramento defendida por António Jorge Marques, a 22 de Janeiro de 2010, na FCSH – Universidade Nova de Lisboa.
Aprovação por unanimidade de um júri composto por representantes de quatro universidades de dois continentes: Muito Bom com Distinção e Louvor.
-
Ele esteve à beira de pôr os Marcianos a ameaçar o Novo Acordo Ortográfico..., mas homem preparado defende qualquer confusa contestação e, sobretudo, sabe o que vale (pelo trabalho de investigação efectuado ao longo de onze conseguidos anos): foi o próprio júri que o anunciou, antes de dar por terminada a sessão: esta tese, pelo valor que tem, vai ser livro.
-

-Já Doutor Tózi
-
Enquanto não há publicação, pois o Doutor Tózi que goze a prenda com que o esperámos no pátio do antigo quartel, antes do lanche oferecido a toda a assistência: o "Cancioneiro da Ajuda" – correu o boato que pesava «trinta» quilos…
Ah, só mais uma inconfidência: nessa noite, houve um jantar na ‘Laurentina’ e, pasme-se, alguém decidiu pensar que a escolha do restaurante, em plena capital do 'falido império lusitano', não teria sido por acaso...

Maputo, hoje. Como é bom acordar e ver a cidade! – Obrigada, Ana.
-

-
Oh, se este jardim, em frente ao liceu, contasse memórias!... – nos anos 60/70 não havia o restaurante, só a vista da baía e o descer, feliz, pelas barreiras.
-
p.s. E ao voltar a olhar para a foto, inevitável: permitam-me que dedique esta fotografia à memória do último reitor que o liceu teve, antes da independência. Ainda que até lhe tivéssemos armado uma greve aos exames, à porta do salão de festas, o Dr. Rodrigues era um Senhor (e tão diferente do que o antecedeu...).
Aqui, também, o Abraço, Luís.

-
Não conhecia este grupo de Leiria, que descobri sexta-feira. Mas assim que pus os auscultadores, na fnac, e ouvi o modo fabuloso como o septeto interpreta o som dixie, de que sou fã, não hesitei e trouxe "Up 2 Nine" para casa. Neste cd, o segundo dos "Desbundixie" (nascido há nove anos, num 9 de Setembro, aprendi), participam ainda Maria João (voz) e Filipe Melo (piano). Vale a pena pôr o som mais alto do que o habitual e vibrar com os 14 temas do disco, que abre com “The Original Dixieland One-Step” e recorda, também, “Hello Dolly” e “Georgia on my Mind”.

“O Artista de mãos dadas com a Morte” (2009)
-
O convite, onde consta a imagem, chegou-me através da mana Inez e conta que a exposição “Ausência e Desejo”, de Rui Andrade Paes tem inauguração marcada já para esta sexta-feira, 22 de Janeiro, na cooperativa Árvore, no Porto, prolongando-se até 24 de Fevereiro (de 2ª a 6ª, das 9,30 às 20 horas e ao sábado das 15,00 às 19,00).
-
Na inauguração da exposição, será apresentado o livro de Poesia “Gritoacanto” da Poetisa Glória de Sant’Anna, com breve nota elegíaca de Rui Andrade Paes (filho da Poetisa) e um texto de Eugénio Lisboa.
«A AMI, Assistência Médica Internacional criou uma conta de emergência Haiti:
-
. NIB 0007 001 500 400 000 00672;
. Multibanco, através da entidade 20909 e referência 909 909 909;
. IBAN: PT 50 0007 001 500 400 000 00672.
-
Como alguém disse, um ou dois euros também é dinheiro. E é bom ser solidário.
Apesar dos e-mails 'provocatórios' do Gil, tinha ‘jurado’ que não me meteria na discussão, mas…
A verdade é que os temas colonização e descolonização mereceram, nos três anos em que participei nos netgrupos de Moçambique (2003-2006?) discussões intermináveis entre nós, os ‘revolucionários’ e os ‘reaças’ do LM/M (1) e do MOH (2). Foram 'puras e duras', as discussões em que os ‘mufanas’ se meteram, tendo também (e não obrigatoriamente apenas dentro dos da mesma opinião) gerado o melhor da ‘guerra’: muitos de nós acabámos amigos (permitam-me um grande abraço ao ZP, fundador do MOH, ao Gil, ao Fernando, ao Vi’, à Emrl, à Luh, e à Theo, para só citar os que sei que continuam a cá vir, apesar da irregularidade dos posts no ‘chuinga’).
Um cansaço, três anos sempre a discutir a mesma 'coisa', sem, naturalmente, ninguém largar a sua opinião. Hoje 'ganhou' o Gil (que nos netgrupos tinha o nickname que dá vitória no título do post e, também ele, autor de um livro de memórias laurentinas, o "Xicuembo"), quando me voltou a pedir para ir ao 'ma-schamba', blog que, desde sempre está nos links à vossa esquerda e que considero (obrigada JPT!) um verdadeiro agente cultural do país onde me orgulho de ter nascido e crescido, Moçambique.
Claro que já tinha ido e voltado, ainda que sem ‘rasto’, ao post do ABM (mano da Cló, uma das grandes referências do meu Desportivo e da natação moçambicana e portuguesa). Mas, hoje no post do JPT, talvez porque não me foi indiferente estar, simpaticamente, ‘metida ao barulho’, comentei – fica o apontamento, se quiserem espreitem.
-
(1) Lourenço Marques/Maputo.
(2) Moçambique Ontem e Hoje.

-
Olhar as palavras, extasiada, como naqueles cinco minutos que trocam no sofá ‘Jeanne’ (Anne Teyssèdre) e ‘Natacha’ (Florence Darel) em “Contos de Primavera” (1) , de Rohmer (1990) – era o início do ‘jogo’, como o são tantos dos seus poéticos filmes.
-
Amante há muito da sua obra, só hoje aprendi que foi, antes da ‘Nouvelle Vague’, o Professor de Letras Maurice Scherer. Foi ele quem desapareceu, não Eric Rohmer, o do cinema de qualidade.
-
(1) Para quem não viu ou quiser ter o prazer de rever, o quarteto de filmes dos “Contos das Estações” está, desde o ano passado, disponível em ‘caixa’ (dvd).
Olá a todos!!
Não tive tempo, antes de ir para Itália, de, as usual, fazer a lista dos livros, discos (cd) e filmes que li/ouvi/vi no ano que passou. Cá fica o ‘post’ em atraso e a minha atrevida apreciação (de 1 a 5) – a ‘bold’, em cada categoria, os eleitos de 2009:
-
. Livros
"Io c'ero", de Enzo Biagi – 3,5
"Guia de Barcelona", de Carlos Ruiz Zafón e Sergi Dória – 3,0
"Cisne de África", de Henrique Levy – 2,0
"No café da juventude perdida", de Patrick Modiano – 2,5
"Chroniques de Jazz", Boris Vian – 3,5
"Paris", de Julien Green – 3,0
"As novas bacantes", Catherine Clément – 2,0
"Veneza", de Jan Morris – 4,0
"Os caminhos do Jazz", de Guido Boffi – 3,0
"Trinado para a noite que avança", Glória de Sant'Anna – 3,0
"Em Busca da Identidade - O Desnorte", José Gil – 2,5
"Descolonização Portuguesa - o Regresso das Caravelas", de João Paulo Guerra – 3,5
"A sombra do que fomos", de Luis Sepúlveda – 2,5
"Netherland", de Joseph O'Neill – 3,0
"Caderno de memórias coloniais", Isabela Figueiredo – 2,5
"Um Arco-Íris na Noite", de Dominique Lapierre – 4,0
-
Já em 2010
"Con Oriana" (Fallaci), de Daniela Di Pace e Riccardo Mazzoni – 3,0
"Si parla troppo di silenzio", de Aldo Nove – em leitura.
-
E é aqui que fica, também, o meu Abraço de Parabéns ao Eduardo Pitta, amante e fazedor de Letras, pelo 5º aniversário do excelente 'da Literatura'.
-
. Discos
Creedence Clearwater Revival, Colecção ‘Rock Legends’ – 4,0
“Tea for the tiller man”, de Cat Stevens – 4,0
“Breakfast on the morning tram”, de Stacey Kent – 4,5
“Vicky, Cristina, Barcelona” (banda sonora) – 4,0
“My one and only thrill”, de Melody Gardot – 3,0
“Legrand Jazz + Ascenseur por l’echafaud”, Michel Legrand e Miles Davis – 3,0
“West Side Story”, pelo Oscar Peterson Trio – 4,5
“Place Vendôme”, “Swingle Singers” + “Modern Jazz Quartet” – 2,5
“Harps and Angels”, de Randy Newman – 2,0
“Relaxin’ with the Miles Davis Quintet” – 4,0
“Please Please Me”, dos ‘Beatles’ – 3,5
“Splendor In The Grass”, dos ‘Pink Martini’ – 4,0
“Missa Grande” (de Marcos Portugal), pelo Coro de Câmara de Lisboa.
-
Com música entro, também, na festa de anos da Madalena: 6 de Janeiro, hoje o dia é da Rainha do ‘blog’ dos três porquinhos: Parabéns, querida Mad’!!
-
. Filmes
“Vicky Cristina Barcelona”, de Woody Allen – 3,5
“A um passo do amor” de Joel Hopkins – 2,0
”Milk”, de Gus Van Sant – 4,0
“Quem quer ser bilionário”, de Danny Boyle – 4,0
“Tempos de Verão”, de Olivier Assayas – 3,5
“A Idade do Gelo.3”, de Carlos Saldanha – 2,5
“Ele não está assim tão interessado”, de Ken Kwapis – 2,5
“Bella”, de Alejandro Gomez Monteverde – 2,5
“O elo do amor”, de Richard Attemborough – 2,5
“Up - Altamente + Parcialmente Nublado”, de Pete Docter – 2,5
“As praias de Agnès", de Agnès Varda – 4,5
“Sacanas sem lei”, de Quentin Tarantino – 4,0
“35 shots de rum”, de Claire Denis – 3,5
“Julie e Julia”, de Nora Ephron – 3,0
-
. Evento cultural do ano:
A exposição "Pancho Guedes, Vitruvius Mozambicanus" no CCB, que vi em Maio (e voltei em Julho). Que orgulho ser desta capital do Índico, a que o criador emprestou tanto do seu talento!! Obrigada, Pancho Guedes.
-
Em 2009 comemorámos os 35 anos do 25 de Abril e foi, também, o ano em que entrei pela primeira vez no Centro Cultural de Cascais, na Casa da Morna (Obrigada, Henrique!) e no Museu do Design e da Moda, na Rua Augusta.
-
Fechado o ano velho, ‘bora lá todos continuar a brincar no ‘chuinga’ em 2010? – prometo ser mais assídua…
. eu vou
. cidade
. Haiti
. tributo ao realizador das...
. e-estrada
. pululu
. 2+2=5
. humanos
. outros e-acessos
. arrastão
. agraus
. uma
. mais letras
. kitanda
. malambas
. e-janelas
. cinerama
. e-rádio
. e-estante
. e-sons
. cifras
. youtube
. e-tachos
. e-jornais
. Público
. e-grupos
. MOH2
. netmares
. e-voos