O ‘chuinga’ mostrou a festa que foi o reencontro que o primeiro almoço permitiu. Dois anos depois, queremos repetir este fantástico momento, motivo porque deixo aqui as coordenadas (devidamente resumidas para ‘post’) que a organização me passou:
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«II ALMOÇO DE EX-PROFESSORAS E ALUNAS DO LICEU D.ANA DA COSTA PORTUGAL – LM
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Caras amigas:
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Vamos realizar o nosso segundo almoço de convívio, sábado, 17/10/2009, no mesmo restaurante em que ocorreu o anterior – Jardim do Marquês – Alameda Hermano Patrone, nº 5, Algés.
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Há dois anos tivemos o grato prazer de reviver amizades de há muitos anos. Agora, que os contactos foram retomados, ficaremos à espera de que as presentes no anterior almoço “tragam mais uma”, com quem tenham convivido no nosso querido liceu.
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Preço/pessoa – 30,00 euros, através de cheque, emitido a ‘Restaurante Jardim do Marquês’, e enviado por correio para a organizadora Fátima Costa (morada a ser concedida após o pedido da ficha de inscrição).
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Menu: Aperitivos & Salgadinhos; Creme de tomate c/ fios de ovos; Peito de pato c/ laranja amarga, batata loura e fardo de legumes, parfait de manga e chocolate c/ tiras de manga fresca.
Vinhos tinto e branco, sumos e água.
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A inscrição e pré-pagamento são obrigatórios:
Prazo limite de inscrição – até 10/10/09
Ficha de inscrição – peçam por e-mail para a Prof’ Lisete ou à Fátima Costa. Eis os respectivos e-contactos:
lis.costa@netcabo.pt
e
m.fatima.costa@sapo.pt
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Para que o convívio possa ser alegre, diversificado e bastante participativo, muito gostaríamos de contar com meninas dotadas para a música, canção e poesia, por exemplo. Será bem – vinda(o) a presença de um ou outro instrumento musical, bem como o imenso talento escondido algures.
Até lá. HAMBANINE!»
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Avisem todas as meninas e prof’s do liceu que conheçam!!
Olá a todos!
Antes de acrescentar qualquer outro ‘post’, quero pedir-vos desculpa por este involuntário interregno, que aconteceu devido ao meu velho computador caseiro me ter comunicado que não tem e-memória suficiente para aguentar o intermediário ‘firefox’, sem o qual a nova modalidade, criada pelo batráquio para a publicação de ‘posts’, não produz.
Talvez lá para o fim do ano, como não estou a pensar fazer um ‘pê-pê-érre’, o orçamento dê para comprar um novo e férias pare de significar ‘chuinga’ sem balões…
A imagem deste post é uma folha em branco. Também não se vê a pauta, denúncia de que, sem ela, continuo incapaz de escrever em linha recta horizontal.
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7/Set./09 – Sempre disse que, ao assalariado de férias, é importante ver passar segundas-feiras. Ironia, esta, a da oficina de escrita em que me meti (para substituir a fuga física e, ao mesmo tempo, «lutar contra mim») funcionar, exactamente, ao primeiro dos dias ‘úteis’...
É a mente quem se sente fora da rotina, quando, apesar de ter acordado só uma hora mais tarde do que no resto do ano, desço as escadas rumo à estação de comboios. Até onde vou, não sei, é esse o desafio – caderno e esferográfica no saco.
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Como é difícil escrever no Chiado! – cenário inocente –, percebi quando, solicitado, o bico da caneta resistiu a pousar no papel. Duas tentativas (logo riscadas) depois, soube que iria falhar o didáctico pedido de construir um qualquer “primeiro parágrafo de um livro, em vinte minutos”. Era outro o ‘texto’ que o subconsciente tinha que disparar:
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Exercício 1
Lisboa em tempo de desafio, ultrapassados tantos outros, contados desde aquele dia de um Inverno com o qual não crescera. Quase poesia, hoje, essa recordação.
Fora depois de se habituar ao frio que começara a escrever. Então, a caneta recusara-se a olhar para trás, preferindo correr atrás dos ténis que pisavam, extasiados, os cenários que cinema e literatura lhe tinham entregado nas praias de outro oceano.
Saiu do metro e parou antes da praça, o Chiado ao fundo. Também ele já não é o mesmo. Um Chiado antes e outro depois do incêndio – incêndios, quem os não teve, brincou.
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Vê como estamos sempre a escrever o mesmo texto, Gil... Mas, imagina, o veredicto foi “Muito bem escrito”. Simpático.
Antes da resposta ao primeiro exercício, tinha imposto à ‘classe’ um intervalo fumador.
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Marcado o trabalho de casa semanal, Eco na frase de inspiração, passou no ecrã da sala um (curto) vídeo, filmado numa aldeia latino-americana. Quatro linhas x cinco minutos para ‘descrever’ a imagem.
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Exercício 2
Estou num lugar seco e quente, nas margens de uma rua empedrada, onde a paisagem, como a voz do vendedor ambulante, se repete. Exótico, que conceito estranho, o da agência de viagens!...
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Soberba, é a vista que a janela da oficina oferece, levarei a máquina para a próxima sessão.
Almoço no novo Chiado. No irish, café e db foram interrompido por um colega de liceu. Nada me importei. Melhor, ainda, foi chegar a casa e encontrar na caixa do correio “Trinado para a noite que avança”, o último livro de Glória de Sant’Anna, onde, comovida, descobri (colada) a sua assinatura e a dedicatória da Inez. Guardo o teu Abraço e mando um igualzinho, “do tamanho do nosso mar”.
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não me procures atrás das portas
não me persigas
eu saio pro horizonte
todos os dias
Copiado da contracapa do livro, que inclui um desenho de Rui Andrade Paes. E desta vez as últimas palavras, porque da Poetisa de Pemba, são, mesmo, as mais importantes do ‘post’.
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Sacanas sem lei, um título sugestivo para um ‘post’, finda a leitura dos jornais de fim de semana...
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Não sendo admiradora da violência do estilo Tarantino, desde “Pulp Fiction” (de que também gostei) que não via um filme seu. Desta vez, foi o tema que me levou ao cinema e, quanto à violência, é sabido que nenhuma ficção bateu o horror da realidade, nos cenários ocupados pelos nazis – aqui representados, sobretudo, pelo papel supremamente interpretado por Christoph Waltz.
“Sacanas sem lei”, uma história bem contada sobre um ‘bando’ aliado, que, à maneira de Quentin Tarantino, resolve vingar as atrocidades nazis, tem, também, no argumento cinema dentro. Na força da obra, ainda, a banda sonora.
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adeus, macua? para não destoar, foram muitos os ‘tiros’ para o ar e, mais uma vez, ficou provado que o parolito das ilhas, ao contrário do que acontecia com jogadores completos, como Eusébio ou Figo, na selecção reduz-se a um quase CR0. A selecção das quinas, dificilmente, lá estará, mas, para já, ganhámos um excelente conjunto de reportagens sobre a actual África do Sul no 'Público'.
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É fantástico votar com esperança, que festa, a da Bastilha em 1981*, o oposto do que temos pela frente aqui, em que a maioria votará para, segundo a opinião de cada um, eleger do mal o menos. Quanto ao nível cultural dos candidatos ao luso poleiro, talvez uma subjectiva excepção à parte… Foi esta a razão porque nada fiz para assistir ao primeiro dos duelos que inundarão os media até meados de Setembro. Aliás, para mim, ainda que deles continue a saber através dos jornais, a campanha acaba no exacto dia em que a propaganda sobe de tom. Quem quiser que se aldrabe.
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Não, respondi a uma amiga que me e-perguntou se tinha visto o debate, ontem troquei a mediocridade pelo prazer: só liguei a televisão para ouvir Mário Soares conversar com Jean Daniel (na imagem, numa capa do 'NO' de 2006), o fundador de “Le Nouvel Observateur”. E, quando saí do sofá, garanto, estava mais rica culturalmente. Tinha passado cerca de uma hora com a História, tal a abertura de espírito e Saber destes dois homens de mais de oitenta anos cuja vivência atravessou, activamente, os dois séculos de que somos feitos.
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* Ver ‘post’ abaixo.
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Oh, esta capa de “Le Nouvel Observateur”, inesquecível!... Corria o ano de 1981, que, não por acaso (mas sem o sonhar, então) viria a incluir no título de certo paralelepípedo. Claro que me apressei a comprar o número deste 10 de Maio (habitualmente, lia o ‘NO’ na velha biblioteca da vila, em Sintra) e até o devo ter guardado, mas duas mudanças de casa… A verdade é que fiquei tão contente de ter reencontrado a capa hoje, que a resolvi guardar aqui. E, entretanto, enriqueço a lembrança do acontecimento com duas reflexões, separadas no tempo o suficiente para, sobre o regresso da Esquerda ao poder em França, após um jejum de 25 anos, se ter escrito assim:
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(1981) "C'était le temps où l'on croyait encore à la politique."
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“Quand le PS arrive au pouvoir, en 1981, il a déjà perdu (…). Face à la vague libérale venue de l'Ouest au début des années 1980, la gauche réformiste n'a jamais réussi à opposer un projet idéologique cohérent... et vraiment de gauche”.
'Heterodoxos' pied noir, os que mergulharam a caneta no Oceano Índico, gerando Letras que são Património da Língua que falamos ..., caramba, como me orgulho de todos eles! - a não perder, este 'post' do Eduardo Pitta.
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Neste cd, o prazer de ouvir o Quinteto de Miles Davis em seis temas de Jazz que embalam. ‘Tenor’, John Coltrane.
Dingle, Co Kerry
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Quando o Verão por cá arrasa, as tuas cores de quatro estações todos os dias unem-se num conceito paradisíaco.
Este ano, por razões várias, vou faltar. Mas não o queria, porque os amigos são para as ocasiões e, a ajudar o ‘turismo’ de um país, só tu, pelo que já me deste, o merecias. Dizem-te em crise e sublinham-te a ligação aos states, como se pudesse ser de outro modo, quando a pobreza de tantos séculos expulsou para o outro lado do Atlântico, pelo menos, um dos teus indígenas em cada família. Conheci-te antes de virares 'tigre', por mérito próprio e investimento inteligente (antes de mais) na tua gente. Por isso sei que, quando a retoma surgir, rapidamente voltarás ao lugar que ocupavas antes do crash da bolsa global. Não, não serás tu o gato preso à eterna cauda dos indicadores que não orgulham. São outras, as críticas que te faço: que tal aproveitares a ‘crise’ para te tornares mais laica e, seja lá o que isso parece hoje dar a desejar, de novo mais europeia? Ah, e a eterna briga de encheres de cebola os teus pratos pouco ou nada condimentados e que insistes em acompanhar, a maioria das vezes, com uma pint de chá com leite… Uff!, felizmente que a digestão é feita no pub, Slainte!
Olho para ti, na praia mais próxima do ‘Café Literário’ de Dingle (a que se chega sem ser por auto-estrada), e os teus azul e verde únicos fazem ecoar sobre o teclado o som dos cinco instrumentos que toca o herdeiro do velho O’Flaherty no pub do mesmo nome, o meu favorito no sul da costa oeste. Faltas-me, Irlanda, como me falta o verbo escrever e, por isso, estas férias, que têm que ser cá dentro, vou tentar ir para o mais longe possível – depois, conto.
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adenda Nos comentários, o Carlos Azevedo pede-me dicas irlandesas. Que prazer, poder partilhá-las, mais uma vez. Reler estes dois ‘posts’ que acabo de ir buscar ao armazém do ‘chuinga.i’, é, também para mim, voltar a viajar. Quanto a Dublin, Carlos, tens toda a razão, como diz uma das personagens do livro abaixo citado, “é uma capital de rosto humano”. Mas a minha cidade favorita é Galway, naturalmente na Costa Oeste.
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Quinta-feira, 7 de Julho de 2005
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guia turístico.1
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Acontece por esta altura. Toca o telefone e é aquele amigo que deixei ao sair da faculdade, aquele com quem participei em tantas noites da vida académica, no tempo em que nem capa nem batina, mas livros, copos, teatro e cinema. O tempo com que me ocupava entre os quilómetros à boleia. Cedo, mesmo, só chegávamos ao velho convento do Quelhas em dias de campanha eleitoral, antes que os das outras listas se apoderassem dos melhores locais para colar cartazes. Neste tempo, o JH escrevia poesia e eu comunicados e editoriais para o ‘Opinião’.
A leitura de “DB/81”, que depois de um grande abraço, lhe autografei no Salão do Livro, em 2001, levou-o a concluir que talvez não fosse má ideia dar-me um toque antes de partir para a Irlanda. Vai lá chegar de carro, por Cork, pelo que, unindo o útil (para ele) ao muito agradável (para ambos), já que o tempo é escasso, cá vai a minha sugestão:
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1. O Sudoeste
A Irlanda é a Costa Oeste, pelo que ruma a Killarney (onde o 'Guide du Routard', que podes comprar em França, te indicará uma mão cheia de ‘B.&B.’ para ficares) e faz o ‘Ring of Kerry’ (a volta da península), pára em Waterville e Sneem. Ah, antes, há algo de que devo avisar:
Na Irlanda, a prioridade não foi o alcatrão, pelo que viajar é como ir ao pub, leva tempo tanto a chegar como a embebedarmo-nos. Porque é um prazer estar, neste país onde as pessoas são como a paisagem, para apreciar calmamente. Fotografa o azul entre os vales, cumprimenta as ovelhas e usa as ‘costail roads’, sempre que as houver. Espanta-te com o preço dos livros e o à vontade com que neles tropeças, sem ser preciso que a loja seja uma livraria. Come nos pubs, é habitualmente mais barato e não estranhes se a refeição acabar acompanhada na mesa que escolheste. A privacidade não joga com este tipo de estabelecimento, que é o mais social dos lugares da Ilha da Esmeralda. Também não te zangues se o ‘barman’ tratar por ‘love’ a tua mulher... é mais forte que eles, entendes?
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A península acima, a que provavelmente chegarás por Tralee, chama-se Dingle – se viste “A filha de Ryan”, podes ‘correr’ com ela na Praia de Inch – e, do seu porto é possível, ao fim da tarde, apanhar o barco para dares uma volta pela costa (sob o pretexto de ver o golfinho). Nesta vila-capital, em que aconselho pernoitares, é obrigatório parar no ‘Café Literário’ (o Seoirse tem os meus livros, pois foi lá que, também, os escrevi), sempre é o prazer de ler jornais enquanto se toma uma refeição ligeira. Mas a noite é no “O’Flaherty’s”, quase ao lado do supermercado, imagina tu que só o dono toca cinco instrumentos diferentes e ainda tempo para servir e apanhar ‘pints’. Se fores abonado, vai também às Blasket Islands, o barco parte também daqui.
Eh, pá, já vamos na segunda península e não te disse que, embora a comida das ilhas não seja das melhores (tem razão o Chirac lol) há uma sopa que não podes falhar na costa oeste: ‘a sea chowder’ – prova, que depois eu digo-te o que é. Com ‘Guinness’, faz a refeição!
E, no dia seguinte, não tem nada que saber, o teu popó vai fazer a volta à Península (foto), rumo à Slea Head, por exemplo, e regressa pela Connor Pass – outro pormenor importante, não te esqueças que na Irlanda, chove e faz sol todos os dias. Daí os arco-iris que se vão suceder na viagem. E sopra o vento, como nos filmes, por isso, o ideal é ter à mão uma sweat-shirt e um cata-vento de plástico, como casaco.
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publicado por IO às 00:54
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guia turístico.2
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2. A norte do Shannon
Leste “As cinzas de Angela”?, não percas tempo com Limerick e guia para norte, atravessa o Shannon, e procura um lugar chamado Doolin, perto dos Cliffs of Moher (que te aconselho a visitar ao fim da tarde, vais em época de excursões de camioneta). Tenta um ‘B&B’ na parte de cima da rua que vai dar ao porto. Vais estranhar, é só uma rua e, no entanto, quantos carros estacionados ao pé da casa da frente preta (foto) que diz ‘Gus O’Connor’s pub’!
Pois é, JH, chegaste à capital da música tradicional irlandesa. No ‘O’Connors’, onde podes tomar todas as refeições, aconselho, para além da ‘sea chowder’, o prato vindo do mar, servida em três salas com músicos vindos de todas as partes do mundo, celtas à cabeça, naturalmente, mas também de música clássica. Motivo, um só, poderem dizer: “Uma vez, na minha vida, já toquei no O'Connor’s, em Doolin!”.
Na manhã seguinte, faz o Burren, uma parte pela costa, outra subindo a enorme montanha em cujo cume o verde, inexplicavelmente, dá lugar à pedra e, what a miracle!, não é que é precisamente aí que nascem flores?
Não te vou secar mais... agarra no “DB/81”, fotocopia aquelas quarenta páginas que um crítico disse ser o melhor do livro e percorre, não com os de ‘Teresa’, mas com os teus ténis ou mocassins (nem penses em sandálias, para te constipares mais vale descalço!) Galway e Connemaara como as descrevi, lá mesmo, em 1997.
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Quanto ao Norte, ao Ulster Irlandês, não faças cerimónia: vai ao chuinga original (1) e vasculha os arquivos. Estão lá os últimos dias da tua viagem: guia de Westport, a seguir à lindíssima Leename (onde te despedirás de Connemaara) directo a Donegal e, enquanto não fizeres uma festinha na cabeça do Malin, estás proibido de voltar!
E então, sim, para regressares, mete-te nas estradas principais e boa viagem!, que o tempo é limitado e o ferry espera-te em Cork, a cidade a que não voltei... e, no entanto, foi lá que vivi dias fantásticos na companhia de um free lancer que cobria a campanha eleitoral de uma senhora cujo nome me era inédito: Mary Robinson – corria o Outono de 1990.
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publicado por IO às 01:05
(1) Bom, o 'chuinga' original também já está em armazém privado, sorry...
A maioria absoluta, preparava-se, há um ano, o Sr. José para pedir agora. Os contribuintes tinham pago o défice deixado pela direita, os ‘magalhães’ estavam nas mãos de Chavez e das criancinhas e seguir-se-iam as grandes obras cuja primeira pedra o Sr. José lançaria, ufano, durante a campanha eleitoral. Estava no papo, já que o protesto de rua (e não só), segundo a arrogância do Sr. José, não passava de efeitos especiais de meia dúzia de ‘comunistas’ a fingir que eram muitos.
Entretanto, deu crise no $uporte da aldeia global, ao mesmo tempo que as primeiras páginas dos jornais se enchiam de escândalos (velhos e novos e com tiros para e dos dois lados do bloco central, que a “roubalheira” vem do hábito e não da cor). Pouco europeus, a não ser no que respeita ao ver se, de Bruxelas, pinga algum, o eleitorado do bloco central pisgou-se, em Junho, para o 'Allgarve' e o Sr. José apanhou um susto que o pôs ‘humilde’ por uns dias que, rapidamente, passaram. Afinal, as eleições de fim de Primavera ‘nada’ tinham a ver com as do início de Outono.
Com tanta abstenção nas europeias, diminuiu o denominador das contas eleitorais e voou para os dois dígitos a percentagem de votos nos partidos que se sentam à esquerda dos deputados rosa, na AR. Por outro lado, como houve mais banhistas rosa que laranja, a Dra. MFL convenceu-se que podia, a partir daí, recorrer, também, ao estilo arrogante que o Prof. Dr. ACS (seu modelo de homem) lhe ensinara e, vejam-se as listas da Lapa, a ‘mulher do leme’ que ela não é...
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A pensar no dia seguinte às próximas eleições, e como, por culpa própria, a maioria absoluta já nem dos sonhos do Sr. José faz parte, clamam teimosas vozes de esquerda no PS (uns tipos raros e esquisitíssimos, tipo Ferro e Soares) que a aliança deve ser, antes de mais, com o BE e o PCP – e só por estarmos em campanha eleitoral, gente há, entre os rosa, que se finge indignadíssima por a segunda hipótese apelar ao bloco central. Como se os últimos quatro anos, mesmo com laranjas e azuis na oposição, se tivessem, sequer, aproximado de uma política solidária, num país em que envergonha o peso dos pobres no total da população, mas onde o capital paga menos de impostos que o trabalho.
Quanta arrogância, enquanto fazia tantas ou tão poucas que chegou, em vários campos, a reduzir à direita assunto de manobra para o contestar. Não, a mim, não enganam aqueles que, depois do que foi o seu primeiro mandato, Sr. José, vêm agora chantagear com o «Não votar PS é votar na direita». PS, qual, aquele que vai continuar a governar como até aqui? … Sim, claro, está prometida mais Cultura, algo que surge agora, mas foi esquecido na anterior legislatura, e o casamento gay, que o BE reclamou primeiro e que a JS, e muito bem, assimilou, tendo vindo, finalmente, a encontrar eco no chefe do casarão do Rato.
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O PCP, que tem no PS, desde sempre, o inimigo-mor já veio, também, a terreno declarar que não fará governo, o mesmo já decidido antes pelo BE. Nada de novo, uma parte não desprezível dos eleitores de Louçã até vota no Bloco desejando que este nunca ascenda ao poder. E desta gente, conheço vários, faz parte quem até 99 (excl.) sempre votou PS e que está pronta a voltar a fazê-lo, assim que um homem (ou mulher) de esquerda volte a liderar o partido.
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Não, Sr. José, até porque sei do estado da economia o suficiente para saber que, no essencial, V.Exa. não poderá, se eleito, fazer nem metade do que anda a prometer (olhe o défice!...) – e daí, também, a dificuldade da ‘mulher do leme’ em apresentar um programa que a diferencie (muito) do seu –, no fim de Setembro, mais uma vez, não levará o meu voto. E cá estaremos para ver quem, ainda antes das autárquicas, vai piscar o olho a quem, rumo ao bloco central do seu contentamento. Ou a uma política, de mais quatro anos, em conformidade.
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É como dizes, Mad’ (ou como te li), temos saudades da esperança, mas não esquecer que, em democracia, o dever de a (re)construir também é nosso. Apesar ‘deles’ (eleitos, ou não, por nós).
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